Kerry v. Lavrov in Munich

Kerry representa o pior do lado nefasto dos Estados Unidos. Isso é definido pela ilegalidade imperial e pelas permanentes guerras contra a humanidade.

Lavrov e Vladimir Putin merecem o Prêmio Nobel da Paz. Eles enfrentam conflitos regionais responsavelmente. Eles querem que situações de conflito resolvam-se diplomaticamente

Eles deram tudo para uma paz na Síria. Isso eles o fizeram incansavelmente e ainda assim o continuam fazendo contra todas as perspectivas e prognósticos.

Eles sabem que Obama, assim como Kerry, querem uma mudança de regime. Tanto Obama quanto Kerry  apoiam esquadrões da morte ignorando suas atrocidades. Esses dois depois erradamente acusam Assad pelos crimes cometidos pelos esquadrões, e por conseguinte por eles mesmos.

Eles querem que o governo democraticamente eleito da Ukraina seja deposto e que extremistas ultra-nacionalistas, pro-western, o substitua.

Eles recrutaram provocadores de rua para incitar violência e agressivos protestos foram organizados. Desordeiros e provocadores do setor fascista da ”Pravy”- um grupo de direita – estão envolvidos.

Eles estão agindo em forma de guerrilhas. A Ukraina está arriscando a se transformar numa outra Iugoslávia. Eles publicaram um manifesto onde se dizia que:

”O tempo de danças e cantos pacíficos – na Praça da Independência – chegou ao fim. Dançar e cantar lá é só uma perda de tempo”

”Não é possível com negociações ou compromissos com o bando do governo. Nós manteremos alto o fogo da revolução nacional.”

Alexandro Gnativ é Delegado Chefe de Investigação do Departamento do Ministério de Assuntos Internos. Ele disse que a análise judicial de computadores mostrava que os protestos de massas tinham sido organizados.

Os protestos começaram em 21 de novembro. Eles não foram espontâneos. Há evidência, no material que foi posto a disposição da investigação, de que o planejamento dessas ações mostravam uma por assim dizer ”força” -versão dos acontecimentos, disse Alexandro Gnativ.

”Essa é uma versão que diz que força será usada pelos demonstrantes a qual causará uma grande resonância subvertendo a credibilidade do governo atual e do presidente”

Evidências relacionadas a isso mostram que a ”Fundação Nacional da Democracia” – “National Endowment of Democracy”, a qual recebe fundos do Departamento do Estado, estava envolvida, assim também como elementos extremistas de Washington.

A Delegada Secretária de Estado para Assuntos Europeus e da Eurásia, Victoria Nuland também está envolvida. Ela apoia abertamente a provocação violenta de rua.

Ela faz parte da insurreição instigada por Washington. A questão aqui é o derrubar do governo da Ukraina. Ela mentiu dizendo: ”Estamos com o povo da Ukraina…”

Ela demandou que o Presidente ucraniano Viktor Yanokovych se engajasse ”com a Europa e a IMF. Ela anteriormente tinha trabalhado para Dick Cheney. Ela é uma neocon linha-dura.”

O marido dela, Robert Kagan, é co-fundador do PNAC- “Projeto para o Novo Século Americano”-“ Project for the New American Century”. Ele é um teorético, também linha-dura, da política exterior neocon.]

Ele foi conselheiro da campanha presidencial de John McCain, em 2008, e serviu no Conselho de Administração dos Negócios Estrangeiros com Hillary Clinton.

A Iniciativa Política Exterior, FPI, é a atual reencarnação da PNAC. Ele é um membro do Conselho de Admnistração. Ele representa o pior do lado nefasto dos Estados Unidos, assim como o fazem também Nuland e Kerry.

Eles apoiam um governo neo-fascistas para substituindo a democracia ucrainiana.

Esse ano marcou o cinquentécimo (50) evento da MSC, o qual ocorreu entre 31 de janeiro a 2 fevereiro, com a presença de Kerry e Lavrov.

As suas agenas são polarmente opostas. Em questão está então guerra ou paz. Neo-fascismo ou democracia.

A questão é se será o povo ucraniano, ou Washington, a decidir o futuro do país.

Lavrov acusou western-políticos de estarem incitando violência na Ukraina. Eles apoiam o pior do que está acontecendo. Eles apoiam o huliganismo, contra a lei e a ordem.

”Porque ninguém está condenando a tomada de instituições administrativas, o ataque a polícia e os cantos e gritos de guerra anti-semíticos,” perguntou Lavrov

”Porque estarão prominente políticos europeus, assim como americanos, encorajando os movimentos em questão, apesar de que em outros países eles imediatamente reagem imediata e incondicionalmente a qualquer que seja desafio a letra da Lei?”

”Como iria a União Européia, e os Estados Unidos, reagir se o governo da Rússia abertamente apoiasse motins de rua em Washington, Londres, Paris, ou Hamburgo, mandando seus ministros a essas cidades para encorajar as agrupações de protestos?

”O que a incitação a tumultos de rua, que crescem constantemente, teria a ver com a promoção de princípios democráticos?”

Lavrov defendeu o direito da Ukraina de parar a violência. Isso é universalmente aceito. Nenhuma nação toleraria motins de rua. Nenhuma permite insurreições nacionais.

Governos responsáveis apagam o fogo antes que se torne incontrolável. Eles tem obrigação de o fazer. A lei e a ordem é dependente de que o façam. Assim é também com a segurança do público.

”A Convenção Internacional dos Direitos Políticos e Civís afirma que liberdade de expressão não nunca deveria ser vista como ilegal. Ela é um direito básico,” disse Lavrov

”Mas motins e ações violentas dão motivos para se limitar essas liberdades. Um estado tem que se manter firme, se quiser se manter democrático.”

A alternativa é a anarquia. É tirania. A Rússia apoia o direito dos ucranianos de decidir seu futuro. Ela apoia a Síria da mesma maneira. Ela se opõe a envolvimentos em assuntos internos dos países.

A lei internacional proibe isso. Moscou quer que tanto os conflitos da Ukraina quanto da Síria se resolvam diplomaticamente. Moscou rejeita o uso da força e detesta os ultimatuns dos Estados Unidos, assim como é contra as [constantes] ameaças de guerra dos mesmos.

Lavrov levantou a questão de instabilidade global. Ele ressaltou a importância dos princípios da lei e a primazia das mesmas nas relações internacionais.

Ele ressaltou a necessidade da unidade para que se assegure a estabilidade e a segurança. Quanto as relações internacionais ele afirmou que ”A falta de uma visão estratégica assim como da confidência ainda continua sendo evidente nas esfera da segurança, ”

“Nós ainda não conseguimos nos sobrepor a fobia de eras passadas, tentando ainda agora avaliar as situações de uma perspectiva de ´amigo ou inimigo´”

”Nós agora precisamos de menos gritos de guerra e mais atenção quanto aos resultados dos esforços sendo efetivados pela liderança da Ukraina para retornar o país a um curso pacífico.”

Pensar que a Ukraina tenha que escolher, tomando partido, a de que lado estará é ”uma idéia de tempos já passados.”

O Ministro do Exterior da Ukraina Leonid Kozhara disse:

”Nós não queremos ser usados como penhor do jogo geopolítico. Nós não queremos ninguém interferindo com a nossa estratégia de associação com a Rússia, mas nós também nos interessamos pela União Européia.”

Os residentes de Munique fizeram protestos anti-OTAN. ”Vocês querem uma guerra com a Rússia?” eles perguntaram. As pessoas ao redor do mundo deveriam se perguntar a respeito das intenções de Washington. As políticas dos Estados Unidos arriscam uma guerra global.

O instituto Ron Paul Institute for Peace and Prosperity (RPIPP) apoia não-intervenção. Eles disseram que Washington e a União Européia queriam o governa da Ukraina derrubado pela violência.

Eles acusaram Kerry de ”uma hiprocrisia espantosa a respeito da Ukraina.” Ele ”fala com a lingua biforcada.” Ele fala para os huliganos da oposição que eles tem o total ”apoio dos Estados Unidos”.

Eles advertiram a respeito de ”forças estrangeiras” interferindo na agenda dos Estados Unidos. RPIPP urge que se ”sujeite Obama a restrições ou sofra-se as consequências.”

Kerry representa Obama. Ele se dirigiu aos participantes em Munique. Ele mentiu [de novo] dizendo que as ”ameaças de terrorismo” tinham aumentado.

O terrorismo de estado, financiado pelos Estados Unidos, ameaça a humanidade. Kerry não explica isso. Ele mentiu quanto a visão dos Estados Unidos para o Médio Oriente. Dizer que é para paz e segurança não convence.

Ele ameaçou Assad:- ”Para de dar desculpas,” ele disse. ”Cumpra as suas promessas e obrigações. Faça isso dentro do tempo determinado.”

Ele estava se referindo a eliminação das armas químicas. Assad está agindo com responsabilidade. Os conflitos criam obstáculos. O essencial é impedir que os esquadrões da morte, apoiados pelos Estados Unidos, se apossessem delas.

Ele mentiu também e de novo a respeito do não existente programa de armamentos nucleares do Irã. Ele disse que os termos do acordo de interim seria de ”congelá-lo e retrocede-lo.

Ele pressionou o Irã para que esse chegasse a um ”abrangente acordo final.” Ele quer reforçar os termos dos Estados Unidos. A alternativa ”força” foi sugerida.

Depois ele mentiu a respeito de Washington estar ”procurando uma a muito tempo desejada, assim como muito necessária, paz entre os israelenses e palestinianos.”

”O falhar não é uma opção, ele disse. Ele exige que os palestinianos aceitem termos ditados pelos Estados Unidos e Israel.”

O seu chamado acordo estrutural é completamente unilateral. Ele dá a Israel virtualmente tudo o que esse deseja, demandando capituação incondicional dos palestinianos.

Isso garante continuação da dureza da ocupação. Isso faz a paz impossível de ser obtida. A história continua como sempre. Isso garante supurar a ira dos palestinianos. arriscando um terceira intifada.

Kerry mentiu também dizendo: ”Em nenhum lugar é a luta por um futuro democrático na Europa mais importante do que na Ukraina.”

”…ucranianos querem viver livres, seguros e prósperos no país, e estão lutando para o direito de associar-se com parceiros que os irão ajudar a realizar suas aspirações.”

”E eles decidiram que o seu futuro não tem que ser ao lado de um só país, e certamente não abaixo de coerção.”

”Os Estados Unidos e a União Européia estão ao lado da Ukraina nessa luta.”

Dá para se repetir. Washington planejou violência de rua. Cúmplices da União Européia estão envolvidos.

Eles recrutaram desordeiros e provocadores de rua. Eles apoiam extremistas ultra-nacionalistas. Eles estão orquestrando a atual violência.

Em questão está a soberanidade da Ukraina. Washington deseja um governo neo-fascista para a substituir.

Ele quer controle sobre o futuro da Ukraina. Ele quer negar a Ukraina uma escolha democrática. Ele quer a Rússia completamente fora do jogo.

Dominância funciona desse jeito. Quando outros métodos de rapina falham, a guerra é a opção.

O Secretário de Defesa Chuck Hagel  veio acompanhando  Kerry e completou os comentários. Esses dois representantes são duas faces da mesma moeda.

Hagel ressaltou os ”investimentos de defesa” dos Estados Unidos e da União Européia (contra não-existentes ”ameaças e desafios.)

”A nave central da nossa conjunta defesa transatlântica continuará a ser a OTAN,” ele disse. Ele mentiu chamando-a de ”o maior movimento para a paz da história.”

Essa é uma máquina de guerra. Essa é a ferramenta imperial dos Estados Unidos. Essa máquina é responsável por devastar um país atrás do outro.

A sua agenda é guerra, não paz. Washington, em muito, controlera as diretivas políticas da OTAN.

Ela começou como uma provocação da guerra fria. Isso também foi feito contra uma não-existente ameaça soviética.

Ela justifica sua existência e expansão através de manufaturar ameaças. Ela as inventa. Guerras de agressão as acompanham então.

Matanças, carnificina e massacres em massa, assim como destruição, é a sua definição. Assim também é com o inconcebível sofrimento humano. Milhões de cadáveres atestam a sua crueldade desapiedada.

Essa é uma aliança inclementemente contra a paz. Essa sua guerra contra a humanidade está ameaçando a sobrevivência humana. Mas, não de acordo com Hagel, o qual diz:

“No Afeganistão as forças dirigidas pela OTAN estão fazendo um trabalho extraordinário em ajudar o povo afegão através de fortalecer as forças armadas afegãs e a polícia de maneira a que eles possam assumir a responsabilidade pela segurança do país.”

”Todos nós deveríamos estar muito orgulhosos do que já realizamos”

”Nós todos precisamos investir mais estratégicamente para proteger a capacidade e a prontidão militar”

Enquanto a OTAN existir a paz mundial é impossível. Guerras sem fim irão continuar.

Muitos milhões mais irão morrer. A humanidade talvez não consiga sobreviver muitas mais orgulhosamente alcançadas realizações da OTAN.

Hagel não explicou melhor. Ele disse que a OTAN precisava de combater o ”extremismo violento.” Não há nada mais violento do que guerra contra a humanidade.

Ele disse que ”catástrofes humanitárias” tem de ser evitadas. A OTAN tem a total responsabilidade por horríficas catástrofes humanitárias.

Países devastados e destruidos atestam a impiedade da OTAN. O laureado Prêmio Nobel Harold Pinter denominou a agressão da OTAN contra a Iugoslávia de ”barbárica e vil.”

“Essa guerra foi uma bramante e brutal afirmação do poder dos Estados Unidos usando a OTAN como míssel para consolidar a dominação deles sobre a Europa.”

Agressão ilegal se transformou em “intervenção humanitária”. Washington ganhou um novo troféu.

Novos objetivos se seguiram. Guerra a humanidade é diretiva política oficial dos Estados Unidos.

A OTAN é um instrumento imperial. ”A nossa aliança de segurança coletiva com a Europa continua a mais poderosa que o mundo jamais conheceu,” disse Hagel.

A humanidade não pode tolerar muitas mais ”intervenções humanitárias.” A sua própria sobrevivência depende de por um fim a essas.

Stephen Lendman

 

Artigo em inglês : http://www.progressiveradionetwork.com/the-progressive-news-hour

Tradução Anna Malm – http://artigospoliticos.wordpress.com

 

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His new book is titled ”Banker Occupation: Waging Financial War on Humanity.”

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Stephen Lendman lives in Chicago. He can be reached at [email protected] His new book as editor and contributor is titled "Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III." http://www.claritypress.com/LendmanIII.html Visit his blog site at sjlendman.blogspot.com. Listen to cutting-edge discussions with distinguished guests on the Progressive Radio News Hour on the Progressive Radio Network. It airs three times weekly: live on Sundays at 1PM Central time plus two prerecorded archived programs.

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